Dorothea Schneider em seus trabalhos, tanto na acrílica sobre tela como na litogravura ou na aquarela, passeia por duas escolas distintas, embora interligadas, como todas as escolas surgidas á partir do academicismo.
.......Do abstracionismo (Mundo Interior, Estados inconscientes e O preto virou azul) de tons e formas fortes, verdadeiras tempestades sobre tela, passa a um pós-impressionismo sereno, com naturezas mortas (Flores e Lata com limões) com uma suavidade de cores, quase desbotadas, sem perder a beleza a técnica características de sua arte.
....... Nós, os humanos somos animais complexos, com nossas dores, frustrações, alegrias e êxitos, fazendo de nossas vidas um verdadeiro turbilhão de emoções. Coube, historicamente aos artistas, retratarem nossos estados de espírito. Desde o homem pré-histórico, que ao caçar um antílope o retratava nas paredes, assim como aos terríveis predadores que o ameaçavam, como o tigre de dentes de sabre, passando pelo enigmático sorriso da Mona Lisa de Leonardo Da Vinci, pelo academicismo onírico dos surrealistas aos impulsos viscerais dos abstracionistas.
....... Dorothea, traz em sua alma e em sua arte toda esta complexibilidade do ser humano, que vai do telurismo de suas naturezas mortas à arte intestina de seu abstracionismo.

Ricardo Peró Job

   
Voltar